sábado, 18 de abril de 2009

A República Conservadora dos EUA

Os Estados Unidos da América se independizaram em 1776 do domínio inglês e a sua primeira Constituição da Confederação formulada por Thomas Jefferson continha os ideais iluministas daquele século. Contudo, as classes dominantes se sentiram incômodas com o caráter liberal daquela carta e resolveram modificá-la, elaborando uma nova Constituição. Esta última deveria ter uma aparência liberal superficial ocultando um caráter sumamente conservador. Assim, realizou-se um debate nos jornais de Nova Iorque e os conservadores Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, sob o pseudômino coletivo de "Publius", no intervalo de 1787 a 1788 propuseram uma nova Constituição que foi finalmente ratificada. Segundo sua essência conservadora, por exemplo, as mulheres e os negros obtiveram direitos políticos e acesso ao sufrágio eleitoral muito tardiamente. Segundo o pensador político Alex de Tocquevile, neste tipo de república como a dos EUA, "o povo progride de modo ilusório, na realidade nunca conseguindo alcançar o poder". Com base nesta organização política interna, os EUA se tornou uma república imperialista e também a nação mais poderosa do mundo, intervindo politicamente e militarmente no restante dos países existentes. Juntamente com a URSS, promoveu a "Guerra Fria", intervindo paroquialmente em várias guerra pequenas e periféricas, contudo evitando o confronto frontal com aquela potência antagonista. Sua política externa nas Américas, África e no Oriente reflete a intenção imperialista de intervir e governar o mundo todo, desde os tempos de Theodore Roosevelt(política do Big Stick) até os dias de hoje(Spartacus).

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