domingo, 12 de abril de 2009

As Origens do Totalitarismo Moderno

Podemos enumerar três vertentes do totalitarismo ocidental, a saber, o fascismo italiano, o nacional-socialismo alemão e a ditadura totalitária de esquerda na União Soviética. Inspirado na república imperial romana, sob a égide de Benito Mussolini, a Itália submergiu num contexto ditatorial que, entre outras coisas, eliminou a representação democrática na Itália, os partidos políticos em geral(com a perseguição de todos os políticos opositores ao regime), o culto à vontade de potência(Nietzsche) e à máquina(futuristas) e somente permitiu à sociedade civil sua representação ao poder sob a forma corporativa(o povo se apresentava enquanto produtor, não com ênfase política).
O facismo do tipo alemão recebeu o nome de "nacional-socialismo", é a partir do Putsch de Munique, um blefe de Adolph Hitler e seus acólitos e a prisão daquele, a edição programática de suas idéias de direita(na obra "Minha Luta") e o progressivo avanço eleitoral baseado na crescente miséria material e moral do povo alemão que conduziu Hitler a chancelaria do Reich e, logo após, ao cargo de Füerer(líder e salvador da pátria alemã).
O povo alemão, por não ter nenhuma tradição de liberdade política, sendo sua primeira experiência democrática a frágil e pouco duradoura república de Weimar, não hesitou em aceitar o canto de sereia do nacional-socialismo(ou nazismo) ofertado por Adolph Hitler e sua performance ilusionista. De 1933 a 1939, Hitler armou a Alemanha para o Armagedom, que culminou na segunda guerra mundial(setembro de 1939). Após invasões e abertura total de frentes no continente da Europa centro-ocidental, no leste eslavo, no Mediterrâneo e na África do Norte, as forças armadas nazistas foram sendo subjugadas até a capitulação alemã final em abril de 1945. O resultado geopolítico desta guerra foi a divisão da Alemanha em duas partes e a partição de Berlim em vários setores. Só em 1989 essa divisão acabou com a definitiva abertura dos portões de Brademburgo possibilitando a reunificação do país germânico e dando termo à histórica questão alemã.
Por sua vez, através da interpretação do marxismo feita por Lênin, após abandonar a frente leste na primeira guerra mundial, a Rússia fermentou um intenso processo revolucionário(já ensaiado em 1905) e, com a dissolução da Duma e a tomada do Palácio de Inverno, os comunistas revolucionários ou bolcheviques, liderados pelo mesmo Lênin, implantaram a "ditadura do proletariado" que logo se tornou a ditadura do partido bolchevique. Ali confundiu-se numa coisa só, Estado, Partido e Revolução. Do Politburo composto por Lênin, Trótsky, Bukharin, Zinoviev e Stálin, apenas este último sobreviveu e promoveu a unversalidade do "culto à personalidade", a ditadura do partido único, as coletivizações forçadas, o stakanovismo, a inclusão dos opositores em hospitais psiquiátricos ou na Sibéria, num verdadeiro e inaudito totalitarismo de esquerda. Com o fim do estalinismo, o surgimento do euro-comunismo, a progressiva abertura da URSS para o Ocidente e com o fim da "Guerra Fria" e a libertação dos povos periféricos da Cortina de Ferro(ou Cordão Sanitário para os soviéticos), finalmente, em 1990, sob a égide de Mikhail Gorbachev, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi extinta(Spartacus).

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