Historicamente, no passado bíblico, Moisés e seu povo trilharam 40 anos no deserto do Sinai até encontrarem a terra prometida(Canaã). Essa terra foi dada ao povo hebreu por Iahweh(Deus único desse povo, aliás tal é a marca de sua originalidade teológica). Com a tomada de Jerusalém pelos turcos(aquela chamada "terra santa"), ocorreu a chamada diáspora, o espalhamento dos judeus pelo mundo afora. Com a segunda guerra mundial na qual houve o holocausto feito pelo nazismo sobre o povo judeu(pereceram ali cerca de 6 milhões de judeus), produziram-se as condições politicas e emocionais para a construção do Estado livre de Israel. Então procurou-se "uma terra sem povo para um povo sem terra", isso ocorreu com apoio dos EUA e demais potências ocidentais. Contudo, aquela terra tinha donos, a saber, os palestinos que, politicamente dispersos e mal-organizados, acabaram por ser categoricamente alijados de sua própria terra. Assim, sem reconhecimento mútuo de seus territórios formais, se originou um conflito que parece não ter fim. A tônica desse enfrentamento é o terrorismo livre e soberano e já se perdeu a conta de quantas vidas humanas foram mortas nessas décadas de guerra abertamente absurda. Na década de 60 ocorreu a denominada "guerra dos 6 dias", nos anos 70 a "guerra de Yom Kippur", nos anos 80 os episódios genocidas de Sabra e Chatilla(encabeçados pelo lídeu hebreu M. Begin). Como dito acima, nem Israel reconhece a existência da autoridade palestina nem a Palestina reconhece a existência do Estado de Israel(a análise materialista da questão judaica for escrita por Marx em sua obra intitulada "A Sagrada Família". Até então se pensava que a dispersão dos judeus seria um castigo porque eles mataram Jesus Cristo no passado). A comunidade internacional tem observado boquiaberta o confronto entre árabes e judeus. Sob a iniciativa do presidente dos EUA, Bill Clinton, Isaac Rabin e Yasser Arafat apertaram as mãos na Casa Branca. Logo depois, Rabin foi morto em um atentado realizado por um fundamentalista judeu. Seu sucessor, o chanceler Sharon, não pode continuar a construção da paz porque sofreu uma enfermidade fatal. Na primeira Guerra do Golfo, dos EUA contra o Iraque, Israel foi completamente imobilizado, sob a ameaça dos povos árabes que prometeram entrar em bloco na guerra se Israel o fizesse, revidando os mísseis islamitas que cruzaram o espaço aéreo da Cisjordânia. Hoje os EUA têm um novo presidente, Barack Obama, que parece estar interessado na paz no Oriente Médio. Contudo, recentemente Israel lançou impressionante ofensiva sobre a Faixa de Gaza, revoltando o mundo inteiro com essa iniciativa genocida(presentemente, a opinião internacional está contra Israel, embora essa mesma comunidade hostilize o governo do Irã por políticas de racismo e segregação. De fato, na conferência global contra o racismo no dia 20/04/2009, os representantes ocidentais esvaziaram o salão quando o premier iraniano fomentou abertamente a prática do racismo e negou a existência do holocausto judeu). Resta a promessa de Obama quanto a uma busca futura de entendimento entre Israel e os povos árabes, principamente no âmbito do Líbano e da Cisjordânia, onde a questão colonial é lancinante.
Sobre a história do povo israelita:
É a partir do Patriarca Abraão que começa a história do povo de Israel. Seu filho Isaque dá lugar à Jacó e Esaú. Também segue-se a trindade de reis começando com Saul, passando por Davi e alcançando Salomão. O patriarca Moisés(o primeiro hebreu a ser circuncisado), pela voz de seus irmão Arão, tirou o povo de Israel do cativeiro do faraó no Egito. Ele encontrou Iahweh no Monte
Sinai e de lá trouxe duas tábuas com o Decálogo. São de sua autoria os cinco livros iniciais do Antigo Testamento, a saber, Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio e Números. Esses livros constituem a Torá. A bíblia hebraica consiste na Torá mais os profetas e demais escritos. O antigo povo judeu não permitia adoração de imagens mas de fato o que eles veneravam era um ícone contextualizado num livro bíblico. O idioma hebraico já era língua morta há 4.000 anos nos dias em que Jesus pregou. O povo de então falava o aramaico, os fariseus o hebraico, os intelectuais o grego e o dominador romano o latim(Paulo de Tarso foi escolhido como apóstolo dos gentios por cobrir os contextos sócio-estamentais desses quatro idiomas e pregou nas localidades da bacia do Mar Mediterrâneo). Conta o Novo Testamento que Jesus foi condenado e executado com a morte na cruz pelos judeus e que os romanos através de Pôncio Pilatos se despojaram de quaisquer compromissos relativamente à sua condenação. Esse crime contra o Filho de Deus levou à interpretação religiosa fundamental do destino do povo hebreu a qual asseverou que a diáspora judia ocorreu como um castigo por aquela singela paixão e morte de Jesus Cristo(como visto, mais tarde, sob a égide do materialismo histórico lavrado por Marx, interpretou-se a partir de um dado ponto de vista inteiramente materialista e imanentista a denominada "questão judaica"(Spartacus).
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