Conhece-se desde Marx, complementado por Lênin, que a revolução socialista deveria se dar através da ação político-ideológica de uma vanguarda ou minoria ativa que deveria conduzir a classe operária que com seu apoio político instauraria um poder de Estado revolucionário atribuível àquela vanguarda. Essa minoria vanguardista concretizaria o socialismo como estágio intermediário entre o capitalismo e o comunismo utópico. Esse socialismo corresponderia à denominada "ditadura do proletariado" a qual, na prática, seria a ditadura da referida vanguarda. A doutrina que assevera isso é chamada "marxismo-leninismo". Segundo esta teoria e, considerando-se a síntese ideológica de Plekhânov, existiriam cinco etapas atribuíveis às teses do materialismo histórico de Marx(referido filosoficamente ao seu materialismo dialético), a saber, o escravagismo, o feudalismo, o capitalismo, o socialismo e o comunismo final. Para o filósofo marxista Antonio Gramsci, essas etapas consistiriam na sucessão de "blocos históricos", em cada um dos quais uma classe se torna dominante, ascende ao poder de Estado, instaura seu respectivo controle político sobre a sociedade e encontra seu declínio final na perda de sua capacidade gerencial que caracteriza o ocaso de seu poder político ou hegemonia política. Tal indica a teoria do Bloco Histórico formulada por Gramsci. Contudo, em oposição ao dogma ideológico da "ditadura do proletariado", verificou-se nos anos 50 do século XX que o enfoque paradigmático soviético daquela ditadura não mais se verificaria no contexto europeu. Assim, para justificar a virtual e possível aliança entre o Partido Comunista Italiano e a Democracia Cristã, o teórico comunista italiano Togliatti estendeu as teses do Bloco Histórico de Gramsci para o conceito de Bloco de Poder, o qual permitiria aquela aliança entre esquerda e direita, denominada no contexto italiano como o "compromisso histórico". Assim, se originou o moderno comunismo europeu, chamado "Eurocomunismo". Ao invés de cabalmente vanguardista-revolucionário e distinto dos outros partidos comuns, o PCI seria mais uma agremiação política no contexto partidário italiano, partilhando no horizonte político nacional e continental do conceito universal de democracia como um valor absoluto a ser considerado intentando-se uma possível co-existência política sem fisiologismos, sectarismos ou parcialidades estamentais e ideologicamente constitutivas entre os coletivos partidários instituídos(Spartacus).
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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