Já no final da segunda guerra mundial se delineava um contorno geopolítico inaudito que modificaria radicalmente o mapa mundi do globo terrestre. À revelia da Europa do pós-guerra, emergiram soberanos os Estados Unidos e a União Soviética e as bombas atômicas deflagradas sobre o Japão em 1945 claramente significaram uma tentativa de intimidar e impedir que a URSS se apoderasse de uma fatia significativa do Oriente. Depois da revelação do segredo da bomba pelo casal Rosemberg, a URSS também adquirira armamento nuclear e não só a bomba de fissão mas, a partir da concepção de Teller & Ulam, uma arma ainda mais potente, a bomba de Hidrogênio foi também concebida(a saber, a bomba de fissão é somente o detonador da bomba H). Por conseguinte, somados os poderes de destruição de ambas as superpotências(assim denominados os EUA e a URSS), daria para destruir várias vezes a superfície da Terra(inclusive a hipotética "Sindrome da China"). Ogivas como Cruiser e Pershing II, de várias dezenas de megatons, foram direcionadas para várias capitais do Leste Europeu e, vice-versa, para o Ocidente. Uma estrutura de neutralização de mísseis, denominada "Guerra nas Estrelas", foi constituída como um escudo celeste para defesa do território dos EUA. Sendo completamente devastador um confronto direto entre EUA e URSS, passaram a ocorrer várias contextualizações bélicas em países circunvizinhos que funcionaram como tentáculos exteriores às superpotências, assim agrupamentos de sustentação militar foram concebidos, no lado dos EUA e da URSS e assim pequenas e periféricas guerras paroquiais foram levadas a cabo de um modo quantizado e de localização variada no mapa geopolítico do mundo. Essa mistura delicada de hostilidade e assuntos diplomáticos no mapa mundi terrestre foi denominada "Guerra Fria". Assim, a guerra da Coréia, a guerra do Vietname, a guerra do Camboja, a questão de Cuba, a questão da Nicarágua, a questão de El Salvador, o contexto do Irã, do Afeganistão, dos países africanos, da América Latina, da Palestina e outros sítios foram expressões paroquiais da Guerra Fria. Verificou-se que logo após a segunda guerra mundial, a Alemanha se dividiu em duas partes e Berlim, em vários setores. Contudo, os EUA por seu lado permanecendo estável, não teve o mesmo destino da URSS que começou a vivenciar uma lenta agonia que se concluiu com a extinção final da União Soviética. A Alemanha foi reunificada com a abertura dos portões de Brandemburgo em 1989 e a URSS foi finalmente extinta em 1990 sob a égide do chanceler M. Gorbachev. Mesmo com alguns revérberos de virtual hostilidade entre os EUA e a atual Rússia, considera-se finalizada a Guerra Fria nos acontecimentos políticos e diplomáticos dos anos 1989 e 1990(Spartacus).
segunda-feira, 13 de abril de 2009
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