Depois de 21 anos de autoritarismo e alguns mandatos de regime neo-liberal, um governo dito de esquerda(Lula e seus epígonos) alcançaram o poder na república federativa do Brasil. Depois de décadas de economia inflacionária(Delfim Neto e seus permanentes 10o% de inflação para obtenção de lastros de dólar para pagar a dívida externa), a economia brasileira, sob a égide do presidente neo-liberal Fernando Henrique Cardoso, encontrou razoável estabilidade. O governo Lula deu continuidade a esse regime hipo-inflacionário embora envolvido em três dezenas de escândalos políticos em sua tumultuada gestão. Contudo, depois de décadas, voltamos a vivenciar um regime democrático em sua mais autêntica universalidade se considerarmos o que se pode obter sob a égide política da burguesia nacional. As eleições periódicas, a administração pública e a vida institucional do Estado e sua Federação parecem funcionar regularmente. Embora altamente especiado e elogiado a partir da comunidade exterior, esse contexto democrático não consegue organizar a vida pública - como existência econômica e social - dentro de suas próprias fronteiras. De um dado modo não circunstancial, essas mazelas sociais são organicamente constitutivas. Enquanto o Brasil inicia empréstimos bancários ao FMI, nosso país também vivencia enormes bolsões de pobreza no seu território. É óbvio que, por mais que façam seu canto de sereia para tentar convencer que querem libertar o povo da miséria, os partidos políticos visam exclusivamente o poder e nada mais. Contudo, existe um grupo de atuadores político-ideológicos, a saber, os anarquistas, que negam veementemente a política, seja ela de direita ou de esquerda, dos neo-liberalismos burgueses às ditaduras totalitárias de esquerda do tipo soviético. Inimigos de toda forma de poder e, assim, antagonistas do Estado, os anarquistas não se organizam em partidos e também não visam ao poder. Preferem se unir em associações e agremiações apolíticas, sindicatos e ONGs. Os militantes das organizações sindicais libertárias podem ser denominados "anarco-sindicalistas" e atuam junto aos anarquistas nos próprios sindicatos de trabalhadores. Tudo o que os partidos políticos específicos em suas nações não poderiam fazer, os anarquistas o podem se organizados em poderosos sindicatos nacionais. De fato, quaisquer guerras inter-imperialistas poderiam ser finalizadas em dias através de uma greve internacional de trabalhadores, cujos dias parados acarretariam prejuízos de bilhões de dólares aos cofres dos capitalistas paroquiais e internacionais. Esse é um dos papéis que os anarquistas podem exercer de maneira simples e direta, a saber, a própria atitude anti-política dos anarquistas é comumente denominada por "ação direta". Numa greve de milhares de trabalhadores ou num coquetel molotov arremessado contra a milícia repressiva, assim se faz presente o movimento anarquista ou libertário. Como "assaltantes do céu", os anarquistas não se deixam abater e confessam o sentimento de um antigo libertário o qual lutou na revolução espanhola que uma vez disse: "e o que importavam nossas vidas naquele momento se estávamos tão próximos do que queríamos"(Spartacus).
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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