A Revolução Francesa:
Intenta-se abordar hitoricamente a revolução francesa de 1789 e a revolução russa de 1917. A primeira foi consequência da cultura iluminista do século XVIII, a qual influenciou diretamente a independência dos EUA em 1776. O iluminismo francês agregou nomes como Montesquieu, Rosseau, Voltaire, Diderot e D´Albert, os chamados "enciclopedistas". Na França daquela época, existiam quatro classes sociais, a saber, a nobreza, o clero(chamados de "notáveis¨), a burguesia e o povo(sem-culotes). Após a tomada da Bastilha a 14/06/1789 e com a participação de cidadãos como Desmolin, Marat e Danton, a pressão política da burguesia que conduzia o povo levou ao contexto da Assembléia Nacional Legislativa, depois à Assembléia Nacional Constituinte e logo após, sob a égide de Robespierre, o regime revolucionário totalitário da Convenção Nacional ou Terror, tendo como órgão repressivo o temível Comitê de Salvação Pública e Segurança Geral, sob o comando do cidadão Amar. Só em Paris, cerca de 20.000 pessoas foram gilhotinadas. Houve também o pouco citado a revolta de Vendeé a qual tomou muitas vidas. Devido ao seu progressivo distanciamento político da sociedade, a Convenção Nacional foi finalmente extirpada. O Terror foi sucedito pelo Diretório (Hegel denominou este primeiro de "triunfo abstrato do Estado" e o segundo, "selva dos apetites individuais"). Houve também um movimento de cunho comunista-democrático radical, mesmo de natureza anarquista. encabeçado por Graco Babeuf e denominado a "revolta dos iguais¨. Superado o Diretório, a finalização do processo revolucionário francês se deu através da ascensão ao poder de Napoleão Bonaparte, o qual concretizou a revolução da burguesia na França. Bonaparte, primeiro cônsul e depois imperador, intentou expandir as luzes da revolução francesa para a Europa restante mas não se furtou à rapinagem realizada nas nações ocupadas. Napoleão foi derradeiramente derrotado pelos ingleses(estes últimos promoveram o bloqueio continental fechando os portos dos demais países para os franceses, sendo a razão pela qual a corte de Portugal se refugiou no Brasil). Também a batalha final de Trafalgar contribuiu para a derradeira derrota de Bonaparte, inclusive o embargo financeiro realizado relativamente à França belos banqueiros internacionais(Rockefeller, por exemplo). Bonaparte foi finalmente exilado na ilha de Elba até solitário vir a falecer.
A Revolução Russa:
Quanto à Rússia, aconteceu um movimento de grande agitação em 1905 embora nenhuma mudança revolucionária ocorrera, segundo Lênin, devido à ausência de uma liderança de vanguarda. Em 1917, a Rússia saiu da primeira guerra mundial e iniciou-se a sedição liderada pelo mesmo Lênin no primeiro semestre daquele ano. Em novembro, a revolução se concretiza(outubro no calendário juliano) e a recém-nascida URSS começou a combater os exércitos brancos de Kornilov e Wrangel. Ascende ao poder o politburo composto por Lênin, Stálin, Trótsky, Zinoviev e Bukhárin. Ocorre também a intensa repressão dos bolcheviques contra os marinheiros da frota do Báltico e contra os anarquistas ucranianos de Makno e Arshinov. Com a morte de Lênin, após a definitiva luta interna pelo poder na URSS, resta somente Stálin o qual promove uma feroz ditadura promovendo o culto de sua própria personalidade, o stakanovismo e o populismo dos comissários do povo. Nos anos 20, a URSS vivenciou a NEP(nova política econômica) e a estratégia de "um pé atrás e dois para frente". Historicamente, a URSS enfrentou várias crises, tais como as questões húngara, tcheco-eslováquia, ioguslávia e polonesa, configurando conflitos políticos, ideológicos e institucionais envolvendo os países componentes da "cortina de ferro"(para os ocidentais) até o ano de 1990, quando a URSS entrou definitivamente em colapso sob a égide do chanceler Mikhail Gorbachev. A ditadura totalitária de esquerda implantada na União Soviética levou a cabo a denominada "Guerra Fria" contra o seu grande opositor, os Estados Unidos da América. Enquanto o Ocidente compunha sua sociedade bélica denominada NATO(organização do tratado do atlântico norte), os russos revidavam com a criação do Comintern como sua liga militar. Essa hostilidade aberta associada ao fato de ambas as superpotências reunirem um enorme arsenal bélico e militar de natureza nuclear quase levou em várias ocasiões o mundo à possibilidade objetiva da derradeira realização do Armagedom final o que acabaria finalmente com o planeta Terra, no chamado "adiantamento do Relógio do Apocalipse" como na questão dos mísseis soviéticos a serem situados em território cubano no governo do chanceler russo Nikita Kruschev.
A Revolução Alemã:
O terrível fato de a Alemanha estar dramaticamente situada na guerra mundial levou os militantes comunistas mais à esquerda do Partido Social-Democrata Alemão(e o social-patriotismo de Lassale, Bernstein e Kautsky) que por chauvinismo votou a favor dos créditos de guerra compondo forças junto ao governo do príncipe Max DeBaden, aqueles comunistas, recebendo abertamente os ventos bolcheviques provenientes da Rússia, resolveram se associar num coletivo initulado Spartacus ou Liga Espartaquista sob o comando da revolucionária polonesa Rosa de Luxemburgo, junto ao seu camarada Karl e seu camarada e amante Leo. Era então o ano de 1919 e na capital alemã a sedição espartaquista alcançou apenas alguns jornais e, sem apoio popular, foi perdendo força até a derrota final que culminou com a morte de Rosa e Karl pelos Freikorps(milícias armadas de direita na Alemanha evadidas do front). Nos despojos da revolução alemã que abortara surgiu a república de Weimar, frágil e comprometida com o exército nacional(Reichswehr) e a nobreza junker. Essa república enferma, mortamente ferida pela direita, caiu definitivamente com a ascensão de Adolph Hitler ao poder no ano de 1933.
O terrível fato de a Alemanha estar dramaticamente situada na guerra mundial levou os militantes comunistas mais à esquerda do Partido Social-Democrata Alemão(e o social-patriotismo de Lassale, Bernstein e Kautsky) que por chauvinismo votou a favor dos créditos de guerra compondo forças junto ao governo do príncipe Max DeBaden, aqueles comunistas, recebendo abertamente os ventos bolcheviques provenientes da Rússia, resolveram se associar num coletivo initulado Spartacus ou Liga Espartaquista sob o comando da revolucionária polonesa Rosa de Luxemburgo, junto ao seu camarada Karl e seu camarada e amante Leo. Era então o ano de 1919 e na capital alemã a sedição espartaquista alcançou apenas alguns jornais e, sem apoio popular, foi perdendo força até a derrota final que culminou com a morte de Rosa e Karl pelos Freikorps(milícias armadas de direita na Alemanha evadidas do front). Nos despojos da revolução alemã que abortara surgiu a república de Weimar, frágil e comprometida com o exército nacional(Reichswehr) e a nobreza junker. Essa república enferma, mortamente ferida pela direita, caiu definitivamente com a ascensão de Adolph Hitler ao poder no ano de 1933.
A Revolução Espanhola:
Iniciou-se do golpe de direita sobre o governo socialista de Largo Caballero(um trabalhador estuquista). Uma frente de esquerda foi composta integrando partidos tais como o socialista, o comunista, os puramente trotskistas(o POUM, por exemplo) e os ditos federalistas. Sendo apartidários, os anarquistas atuaram através do sindicato CNT e seu braço ideológico, a FAI(a central sindical socialista, a UGT, também participou). A direita representada pelas tropas do general Francisco Franco, denominadas a Falange, apoiada por Castela(terra dos reis espanhóis), invadiu a Espanha via Gibraltar e enquanto o governo socialista pedia tempo para contemporizar, a CNT-FAI já estava nas ruas para defender a legalidade, pedindo prédios nas principais cidades da Espanha para resistir. Barcelona caiu nas mãos dos anarquistas em 33 horas de combate, no final desse tempo a municipalidade foi tomada sob a mira de uma peça de artilharia obtida de assalto. Como já dito em outra ocasião, a Espanha muito progrediu social e economicamente no período em que esteve nas mãos da frente popular revolucionária. Por exemplo, triplicou-se o número de crianças na escola, os têxteis foram introduzidos na indústria ibérica, médico e medicação, inclusive a eletricidade, tornaram-se grátis na Espanha de então. Durruti era o nome do grande militar e estrategista anarquista, o qual foi um talentoso comandante revolucionário. Contudo, Franco solicitou a presença de tropas alemãs sob o poder de Hitler para ajudá-lo a vencer a guerra na Espanha. A cidadezinha de Guernica simbolizou o triste exemplo de covardia e barbárie do nazismo em território espanhol. Descendo do norte ibérico, quatro colunas franquistas marcharam sobre Madri, na batalha na qual a sorte da frente popular passou a ser decidida(é dito que uma "quinta coluna" resolveu o conflito, sendo essa composta pelos traidores da causa revolucionária, daí o emprego dessa desinência). De Madri para o sul, tudo se configurou numa questão de tempo. A queda final de Barcelona na Catalunha decidiu o desfecho da guerra. Logo após Franco tomar o poder, iniciou-se uma grande repressão e perseguição dos militantes e combatentes de esquerda. Passaram-se muitos anos até a Espanha poder conquistar novamente um regime livere e democrático.
A Revolução Chinesa:
A China histórica sempre foi apenas uma colônia dos ingleses(na embaixada inglesa em Pequim estava escrito: "proibida a entrada de cães e chineses") até o ano de 1949, quando, sob a égide de Mao Tsé-Tung desenvolveu-se uma revolução de natureza socialista naquele país. Curiosamente tanto a revolução chinesa como a revolução russa contrariaram a previsão de Marx que dizia que a revolução socialista iria ocorrer em países onde o capitalismo estava mais desenvolvido, como nos EUA ou na Inglaterra, por exemplo. O que aconteceu foi o contrário, Rússia e China eram países muito pobres quando aquela revolução aconteceu. O regime comunista chinês continua vigente até hoje, a governar um bilhão de seres humanos. Em 1968, houve um movimento de unificação e renovação ideológica denominado "Revolução Cultural", tendo como literatura básica o pequeno "Livro Vermelho" de Mao-Tsé-Tung. Há alguns anos atrás houve uma grande repressão a militantes oposicionistas do regime vigente ocorrido na denominada "Praça da Paz Celestial", o que vitimou muitos. Atualmente, o governo chinês está em conflito com os monges tibetanos liderados pelo Dalai-Lama, assumindo estes últimos uma intenção aberta de liberdade civil e republicana.
A Revolução Cubana:
Cuba era apenas um ponto de turismo dos EUA os quais tinham como colaboracionista o ditador Fulgêncio Batista. Começando uma sedição a partir das montanhas(fato que originou a teoria foquista de guerrilha), Fidel Castro e Ernesto Guevara depuseram aquele ditador e, vencendo a revolução, se declararam marxistas-leninistas e se aproximaram da URSS, afrontando os EUA no fim da década de 50. Daquela dupla só restou Fidel Castro, Ernesto "Che" Guevara morreu na guerrilha sul-americana no fim da década de 60. Depois de dezenas de anos com grandes dificuldades endêmicas e estruturais, Cuba quase nos estertores sobreviveu à derrocada da URSS embora desenvolvesse aspectos sociais funcionais muito relevantes, tais como a medicina social e também a psiquiatria. Históricamente, os EUA têm mantido um embargo total com relação à Cuba o que está prestes a acabar no governo do sucessor de Fidel, Raul Castro. O atual recém-eleito presidente dos EUA, Barack Obama, já tem esboçado interesse em dialogar com Cuba. Fidel Castro tem se retirado recentemente da política por motivo de saúde.
O Maio de 1968:
Uma pedra atirada na polícia de choque em frente à Sorbonne desencadeou um movimento rebelde na França sem precedentes. Inclusive todos os partidos de esquerda foram apupados e ridicularizados pelos estudantes, que gritavam palavras de ordem como "é proibido proibir", "imaginação ao poder" e "sou marxista da tendência Grouxo". O Quartier Latin ardeu em chamas, estudantes e trabalhadores marcharam pelo Arco do Triunfo às centenas de milhares, lançando contra a polícia pedras, paralelepípedos e coquetéis molotov. O judeu-alemão Daniel Con-Bendit liderou os rebeldes naqueles dias lancinantes. Universidades e fábricas, essa últimas como a Renault(que sediou campeonatos de retórica), deram-se as mãos naqueles eventos revolucionários e no afã por mudanças foram fundadas vários sucedâneos da Sorbonne em território francês. O governo do marechal De Gaulle tentou reprimir as multidões rebeladas e conseguindo, tornou o movimento mais e mais enfraquecido. A classe média já se encontrava cansada de tanto confronto político aberto e desorganização e pediu o fim do conflito rebelde. Os filósofos J.P. Sartre e sua companheira Simone participaram naqueles dias apoiando o movimento rebelde. O legado do Maio de 68 é sua identificação com a teoria e prática libertárias e se configura até os dias de hoje como um exemplo a ser seguido(o conceito político de "minoria ativa" para a esquerda foi claramente evidenciado naquela insurreição).
A Revolução Sandinista:
Num movimento com base na saga do revolucionário Sandino, em 1979 Daniel Ortega, o chamado Capitão Zero e seus homens se insurgiram contra a ditadura local e invadiram o palácio do governo em Manágua, inaugurando a gestão revolucionária sandinista com auxílio militar e logístico de Cuba e da URSS(Zero posteriormente trocaria de lado e integraria as forças de reação à revolução sandinista). A Nicarágua também passou a cooperar com as forças guerilheiras que lutavam em El Salvador. Posteriormente, Violeta Chamorro fez o quadro revolucionário se inverter, instaurando novamente um governo liberal, de essência democrática e popular. Os EUA tentaram intimidar militarmente a Nicarágua sandinista realizando posicionamentos estratégicos de suas forças navais no Caribe. Também no governo Reagan houve o escândalo Irã-contras no qual foi indiciado o Cel. Oliver North.
A Revolta Polonesa:
Já em 1971 e depois em 1980, aconteceram confrontos e disparidades políticas entre a URSS e a sociedade polonesa, culminando com um movimento de confronto que centrou-se na cidade portuária de Gdansk(em alemão, Dantzig, a mesma localidade que Hitler intentou anexar à Alemanha sendo sua invasão o motivo para que a segunda guerra mundial iniciasse). Seu líder foi Lech Walesa e o sindicato Solidariedade comoveu o mundo todo por sua singela resistência contra a poderosa União Soviética. Isso aconteceu em 1982, e a repressão soviética foi intensa, sob a égide do interventor general Jaruzelski. Muitos membros do sindicato Solidariedade foram presos em cadeias e hospícios ou então exilados, finalmente o movimento político de oposição ao Cominter foi neutralizado e extinto. Essa iniciativa polonesa teve como antecedentes históricos a revolta na Hungria e 1956 e da Theco-Eslováquia no ano de 1968, como povos periféricos esmagados pela URSS os quais se revoltaram(Spartacus).
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