A radioatividade foi descoberta no século XIX Por Marie Curie, Henrì Curie, Bequerel, Soddy e outros cientistas e aquela estava fundamentalmente associada a núcleos atômicos pesados, tais como o urânio e o plutônio, por exemplo. Naquela época, não se sabia dos efeitos maléficos da radiatividade nos corpos humanos e na natureza, os seus pioneiros estudiosos transitavam pelos corredores das universidades levando pedaços de urânio e outros metais radioativos nos bolsos. Madame Curie morreu devido à radiação dos raios X quando ela mesma realizava exames com essa forma de radiação em soldados feridos na primeira guerra mundial. Contudo, numa abordagem físico-matemática, concluiu-se que uma enormes quantidades de energia poderiam ser obtidas a partir do colapso daqueles núcleos atômicos.Assim, alcançou-se a fissão nuclear(nos EUA, por E. Fermi e colegas, na Alemanha por Lise Meitner e colegas). Tanto os EUA como a Alemanha fomentavam um projeto de desenvolvimento do poder atômico, embora naquele último país, sob a égide de W. Heisenberg, o processo de construção dessa tecnologia estava muito defasado comparativamente àquele dos EUA(Heisemberg boicotou ao máximo a construção de armas nucleares). De fato, a tecnologia nuclear pode servir tanto para a paz como para a guerra. Albert Einstein, em carta ao presidente dos EUA, alertou sobre a possibilidade da Alemanha nazista obter uma arma de proporções destrutivas inaudita e assim, no início da década de 40, principiou-se o Projeto Manhattan, congregando-se no Novo México(Alamogordo) uma plêiade de cientistas com o objetivo de construir um artefato bélico de essência atômica. A primeira bomba daquele tipo foi denominada "jumbo" e detonada no deserto de Los Álamos(a primeira "pilha atômica" já havia sido elaborada por E. Fermi há algum tempo atrás). Com o objetivo de abreviar a guerra e também impedir geopoliticamente que a URSS alcançasse o Oriente, detonou-se duas bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagazáqui, vitimando 140.000 e 80.000 pessoas, respectivamente (as bombas se chamavam "homem gordo" e "meninão", de 20 quilotons cada). Até então, só os EUA detinham a tecnologia nuclear mas com a espionagem do casal Rosemberg, a URSS também obteve tal conhecimento tecnológico. Com base nas equações de Teller e Ulam, construiu-se a bomba de hidrogênio, tão poderosa que a específica bomba atômica lhe serve apenas como detonador. Ainda mais tarde, foi concebida a bomba de nêutros, que destrói a vida circundante preservando-se os bens materiais inanimados. Assim, com fantásticas ogivas nucleares de muitos megatons, EUA e URSS estabeleceram um ameaçador e instável equilíbrio político e militar que se denominou "Guerra Fria", a qual durou até o colapso da URSS no fim dos anos 80(o armamento nuclear tinha o poder cumulativo de destruir várias vezes o planeta Terra). Os EUA também intentaram construir um escudo celeste denominado "guerra nas estrelas" com o objetivo de deter possíveis mísseis soviéticos a incidir sobre o território norte-americano. Hoje em dia, várias nações tem realizado a construção de artefatos nucleares, militares ou não, tais como o Paquistão, a Índia, o Irã, a Coréia do Norte e outros. O Brasil também tem concebido seu projeto nuclear, com as usinas de Angra dos Reis e possíveis submarinos nucleares, desenvolvendo por si próprio o processamento do urânio. em 1971, o Brasil importou sua primeira central nuclear dos EUA(WhiteWestinghouse) e em 1975, a segunda da Alemanha(UnionKraftwerk), essa última com a promessa(não cumprida) de transferência de tecnologia, foi no governo Geisel que isso aconteceu. Atualmente, a central de Angra dos Reis tem funcionado, embora apresentando alguns acidentes periódicos efêmeros ou circunstanciais(o reator empregado em Angra é do tipo PWR(reator de água pressurizada). Contudo, o mais grave acidente nuclear no Brasil aconteceu em Goiânia, quando um grupo de donos de ferro-velho invadiram uma clínica radiológica abandonada e dali furtaram um artefato terapêutico à base de Césio 137 e, violando a cápsula, entraram em contato direto com a substância radioativa. Alguns morreram e outros ficaram gravemente enfermos. Voltando ao contexto internacional relativo ao poder atômico os EUA, tementes da competição, pressionam e combatem quaisquer outros países que tentam conceber armas ou reatores nucleares. Embora passíveis de produzir energia barata, os reatores nucleares apresentam vários aspectos perigosos. Muitos reatores têm colapsado em acidentes terríveis, tais como em Windscale, Three Mile Island, Chernobyl e também Goiânia, este último como visto acima. Outro sério problema ambiental são as detonações de bombas A e H subterrâneas e na superfície de terra e mar. Isso tem acontecido historicamente no Atol de Bikini e no Atol de Mururoua. O coletivo ecológico Greepeace tem corajosamente se situado no possível epicentro da explosão a fim de impedir os países de realizá-la. Recentemente, na Franca, a embarcação do Greenpeace foi criminosamente afundada quando ancorada no próprio porto. O emprego pacífico da energia nuclear é algo ainda muito controverso embora ainda seja uma fonte de energia considerada alternativa, contudo pouco segura para os seres humanos e para o meio-ambiente (Spartacus).
sábado, 18 de abril de 2009
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