quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Primeira Associação Internacional dos Trabalhadores

Sob a égide de Marx, Bakunin e Engels, no Congresso de Genebra de 1866, foi fundada a primeira associação internacional dos trabalhadores. Logo o debate político-ideológico polarizou os ânimos daquela agremiação. Marx, defendendo a revolução através da mediação de uma vanguarda revolucionária(mais tarde, intelectual para Gramsci), estabelecendo-se uma ditadura denominada "do proletariado"(ou regime socialista de transição), com a mediação de uma condição política intermediária(ou socialista) relativamente ao derradeiro comunismo utópico, se opunha a Bakunin que afirmava que "o caminho para a liberdade é a própria liberdade", enfatizando inclusive um regime de expropriação das heranças. O confronto entre Marx e Bakunin dilacerou a primeira internacional e esta foi sucedida por mais três internacionais, a saber, a segunda(social-democrata), a terceira ou o Comintern(de orientação soviética) e a última, a quarta de natureza trotskista. Finalmente, a primeira AIT foi herdada pelos anarquistas em sua universalidade e tem sede na Espanha, tendo participado com a CNT -FAI da revolução espanhola de 1936-1939. A primeira AIT congrega uma multiplicidade de comitês, sindicatos, anarco-sindicatos e ONGs de essência ácrata por todo o globo terrestre. De fato, após o infrutífero antagonismo de Marx e Bakunin que pareceu ter aniquilado a primeira AIT, contudo, tal foi herdada e reeditada pelos anarquistas tornando-se assim a sua própria associação internacional dos trabalhadores(Spartacus).

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