Deixando de ser colônia inglesa no dia 4 de julho de 1776, os Estados Unidos da América declaravam sua independência. A Constituição daquele novo país foi formulada por Thomas Jefferson, a partir das 13 colônias confederadas ao leste. Contudo, essa Carta primordial foi a tempo reconhecida como sendo deveras liberal e avançada para a república que as elites desejavam conservar. Assim, a formulação de uma nova Constituição, a substituir aquela da Confederação, foi então proposta. Dessa maneira, de 1787 a 1788, um franco debate político tomou lugar nos jornais de Nova Iorque e os declarantes que propunham modificar a Constituição foram Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, os quais escreviam sob o pseudônimo coletivo de "Publius". A tese política e ideológica consistiu em formular uma Consituição que aparentasse uma nação politicamente liberal e progressista mas que essencialmente apresentasse uma face oculta extremamente conservadora, ou seja, representando no nível estamental uma república moderna fortemente reacionária. O grande cientista político Alexis de Tocqueville dizia que em repúblicas como a configurada pelos EUA suscitavam a sempiterna aproximação do povo ao poder, contudo isso não se efetivando jamais. De fato, só muito tempo depois, sob a égide dessa Constituição, que os negros e as mulheres, por exemplo, obtiveram direitos políticos soberanos. Sob essa nova Carta, os EUA conservaram um paupérrimo regime de representação ideológico- partidária(apenas definindo o confronto político apenas entre "democratas" e "republicanos"), vivenciaram uma guerra civil entre norte e sul, finalmente se unificaram e passaram a empreender a conquista do oeste(com o genocídio das populações indígenas) e o avanço imperialista como opção diplomática na política exterior já nos tempos da primeira guerra mundial(quando os EUA já possuiam algumas colônias). Esse modelo opcional que pode ser caracterizado pela política do "big stick" de Theodor Roosevelt é conservado pelos EUA até hoje em dia, mais forte nas administrações republicanas ou mais brando naquelas dos democratas. Nos dias correntes desse ano de 2009, verifica-se que o modelo econômico neo-liberal parece apresentar sua feição mais problemática e terrível, e a crise global que afeta o sistema capitalista como um todo nasceu da crise imobiliária e consequente quebra-quebra de bancos e empresas norte-americanas. Assim, diante de uma crise de proporções comparáveis àquela de 1929, são os trabalhadores em todo o mundo que são os mais atingidos com o desemprego e a carestia concomitantes à crise. A proposta revolucionária seria a superação histórica e dialética do sistema capitalista para um regime sócio-econômico com ênfase no valor do trabalho e não exclusivamente centrado no capital(Spartacus).
domingo, 17 de maio de 2009
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